Crianças podem freqüentar salões de adulto?

Crianças podem freqüentar salões de adulto?

“A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata o Estatuto da criança e do adolescente, assegurando-se-lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade. Sendo punido o responsável, na forma da lei, por qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais.” (Estatuto da criança e do adolescente: LEI Nº 8.069, DE 13 DE JULHO DE 1990 )

A infância é uma etapa da vida e a criança é sujeito ativo que constrói conhecimentos em interação com os seus pares, sejam adultos ou crianças em contextos ou ambientes diversos. Sendo assim, devemos tomar muito cuidado aos ambientes a que expomos nossas crianças. Seremos responsáveis pelas interações, pelos estímulos e pelas situações construídas. É dever dos pais, resguardar a inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente.

Os fatores de risco são condições ou variáveis associadas à alta probabilidade de ocorrência de resultados negativos ou indesejáveis. Dentre tais fatores encontram-se como exemplos: nos salões femininos, produtos químicos capazes de prejudicar a saúde física. Já nos salões masculinos, mais conhecidos como barbearias, as crianças são expostas a fatores inadequados à idade, como: jogos impróprios, bebida alcoólica e revistas impróprias para menores de 18 anos.  Tais provocações, podem comprometer a saúde, o bem-estar ou o desempenho social.

Os pimpolhos devem interagir e freqüentar lugares em que possam ter seu desenvolvimento social a psicológico no tempo adequado. Por meio da interação e convívio com o mundo infantil, trocam conhecimentos, são desafiadas nas suas ações, aprendem sobre as relações, constroem valores de cooperação, solidariedade e respeito ao outro.  Quando favorecemos essas situações de troca, estamos favorecendo a aprendizagem das crianças em conviver com outros iguais, respeitando e valorizando as diferenças, resolvendo e respeitando os conflitos gerados por esta interação, entre outros.

 É dever não só dos pais, mas de todos, prevenir a ocorrência de ameaça ou violação dos direitos da criança e do adolescente e preservar a infância; deixando claro que os responsáveis pela violação dos direitos, e omissão dos deveres respondem penalmente pelos seus atos.  

Por: Janaína Chagas Ribeiro